sexta-feira, 31 de julho de 2009

Trinta anos sem um revolucinário da 7º arte

Em 22 de agosto de 1981 o Brasil ficava mais pobre, perdia um símbolo cultural e um marco na arte brasileira.

Morria Glauber Rocha, um dos mais geniais cineastas, ator e escritor que o mundo já conheceu.

Glauber revolucionou o cinema com seus filmes, promoveu uma radical revisão nos conceitos culturais do Brasil e influenciou outras cinematografias.

Viveu num tempo em que os sonhos eram sonhos de grandeza e esperança.
Acreditou que o caminho da felicidade é o viver revolucionário e viveu seu sonho de forma luminosa e trágica.


Deixou em seu legado clássicos do cinema brasileiro como Deus e o Diabo na Terra do Sol de 1961 e Terra em Transe de 1967, mas muito além de filmes ele deixou a luta, a crença em um Brasil melhor e principalmente um exemplo de paixão pelo que fazia.

Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, Glauber passou uma manhã abraçado com ele chorando, e ele custou a entender que Glauber chorava a dor que nós deveríamos chorar, a dor de todos os brasileiros, chorava as crianças com fome, o país que não dava certo, a brutalidade, a estupidez, a medíocridade, a tortura.

Ele não suportava nada disso. Fica de Glauber a herança de sua indignação, indignado com o mundo como é, o mundo que deveria ser.

Liderou o Cinema Novo, corrente artística nacional que fazia uma crítica social e inovava em sua forma de realizar os filmes.
Ia contra o cinema Hollywoodiano, e se enquadrava na realidade vivida pelos brasileiros.

Ao perder o Festival de Veneza para o cineasta Louis Malle, criticou a forma com que foi julgado o melhor filme, dizendo que só ganhou porque foi patrocinado pela Columbia, uma multinacional imperialista.

Além de que o filme vencedor era comercial, o que para ele era um desrespeito a tradição do cinema. “Eu não tenho o menor interesse de ganhar dinheiro com o cinema, o menor interesse de fazer a indústria do cinema e acho que a indústria do cinema nos tempos tradicionais é o assassinato do cinema.”

Era no seu trabalho que Glauber se encontrava, podendo expor suas idéias e colocando suas loucuras em prática.

Como foi dito pelo cineasta Paulo Gil Soares: “as provocações que ele faz nos cinemas brasileiros são permanentes, toda vez que o cinema brasileiro estava aquietado, Glauber falava uma grande maluquice. Inicialmente você se assustava, mas depois quando ia administrar você via que era uma coisa orgânica, que era a maneira dele fazer aquelas coisas.”

Já para o cineasta Zelito Vianna, “Glauber era um grande diretor de atores. Ele os levava ao extremo e tirava a melhor performance deles, dirigia tudo, movimentos, expressões e falas. Criava tudo em sua mente. Filmava, escrevia e montava os filmes antes mesmo deles terem forma. A paixão pelo que fazia dava a ele muita criatividade e identidade e um ponto de genialidade que só ele poderia ter.”

Glauber Rocha deixou saudades por seus delírios, sua insanidade, intuições e paixão extrema pelo trabalho.

Deixou o mundo triste pela falta de seu sorriso irônico e pessoal, seu brilho e inteligência.
Vivia tanto no sonho quanto na realidade, mas com intuições surpreendentes.

Para Arnaldo Jabour, Glauber morreu porque não suportaria ficar nesse mundo de hoje. Esse mundo sem trancedência, esse mundo globalizado, esse mundo sem utopia. Glauber não agüentaria, porque Glauber era uma utopia em estado de vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como fazer jornalismo segmentado?

Com tantos protestos, a favor e contra, a decisão do Supremo á respeito do diploma, em muitas discussões que participei com colegas, formados ou não, percebi que compartilhamos a opinião de que o futuro do jornalista, é partir para o segmentado.

Existem muitas vantagens nisso, a primeira, é a oportunidade de trabalhar exatamente com o assunto que te interessa. Por exemplo, eu gosto de política e economia, e agora escrevo e assessoro justamente a área de economia de mercado.

Outra vantagem, é a especialização, porque temos que concordar, com a não exigência do diploma, nós profissionais, somos muito mais cobrados por parte de nossos conhecimentos e competência. A partir daí, vemos um leque de oportunidades surgindo, mas acredito, apenas para áqueles que não tem preguilça, e que não acreditam que a graduação é o suficiente para crescer em uma profissão tão disputada como a nossa.

Por este ponto de vista, é claro, que a sociedade ganha, com muito mais qualidade de informação e competência no trabalho feito.
E o jornalista, muito mais prestigío e respeito.

domingo, 5 de julho de 2009

"O contador de histórias"

Dia 02 de julho de 2009, 21:00h, São Paulo. Apagam-se as luzes e começa a pré-estréia de "O Contador de Histórias".
No Brasil dos anos 70, a pedagoga Margherit esta na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, para realizar pesquisas, oque ela não sabia é que um de seus objetos de pesquisa se tornaria parte viva de sua vida.

Em uma visita a FEBEM a procura da história dos meninos que ali viviam, Margherit conhece Roberto Carlos.

Treze anos, pobre e negro, foi deixado na instituição aos seis anos pela mãe, que tinha a esperança de que ali ele teria chance de construir um futuro diferente da realidade de sua família.

Apesar da meiguice Roberto teve que aprender a ser duro para enfrentar a vida. O encontro se deu pela sede da pedagoga por histórias inusitadas, e pelo talento de Roberto em contá-las.

Quais os ingredientes de um bom filme?

Mais do que um bom roteiro, um bom filme é feito da habilidade e do olhar do diretor em transformar aquela história em encantamento. Conseguir que o público interaja com o filme. Tudo isso foi conseguido de forma magistral nesta produção.

Com fotografia e caracterizações impecáveis, a história de Roberto, provoca risadas inesperadas e lágrimas emocionadas.

Baseado na vida de Roberto Carlos Ramos, considerado um dos 10 maiores contadores de histórias do mundo. Com direção de Luiz Villaça e produção de Francisco Ramalho Jr. e Denise Fraga, este filme vêm mostrar a maturidade crescente e qualidade das produções nacionais.

Estréia Nacional
Dia: 07 de Agosto de 2009
Direção Luiz Villaça
Produção: Francisco Ramalho Jr. e Denise Fraga
Duração: 110 minutosAno Produção 2009Produtora RAMALHO FILMES e NIA FILMES

ELENCO
Maria de Medeiros (Margherit Duvas)
Malu Galli (Psicóloga)
Jú Colombo (Mãe de Roberto Carlos)
Marco Antonio (Roberto Carlos - 6 anos)
Paulo Henrique (Roberto Carlos - 13 anos)
Clayton dos Santos da Silva (Roberto Carlos - 20 anos)
Cabelinho de Fogo (Victor Augusto)
Ator Convidado
Chico Diaz (Camelô)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Diploma X Liberdade de Expressão


Dizem os ministros que votaram a favor da não obrigatoriedade do diploma, que esta exigência fere a constituição brasileira quando se refere a liberdade de expressão de todo e qualquer cidadão.

Alguns jornalistas e estudantes a favor da decisão do supremo, defendem ainda o jornalismo romântico, com a máxima de que jornalismo de verdade só se aprende nas redações.

E eu que pensava ser uma estudante utópica.

Primeiro, deve haver muito cuidado ao se falar que a exigência do diploma fere o direito a liberdade de expressão, a obrigatoriedade do diploma serve mais como um salva-guarda para os profissionais de jornalismo. Não, eu não compartilho do medo de alguns de que sem o diploma qualquer um seria jornalista, é claro que em alguns lugares se você se interessa pela profissão e tem um bom texto pode ser que você consiga uma vaga, mas quais serão as condições dessa vaga? Um salário abaixo do piso imposto pelo sindicato, e é claro que um jornalista graduado não iria aceitar.

Sobre a questão romântica de que jornalismo se aprende nas redações, vamos lá, pessoal não vivemos mais nos anos 50, época em que existiam pessoas com ideais, ética e moral, essa era a essência dos jornalistas graduados nas redações, dos repórteres que adquiriram suas experiências nas ruas.

Hoje isso não é mais possível, vide as intermináveis discussões nos bancos das faculdades, do porquê não existem hoje movimentos sociais fortes como os “caras pintadas”, o fato é que a faculdade ajuda sim a criar nos aspirantes a jornalista senso crítico, uma visão de mundo mais ampla e cultura.

Portanto, as justificativas do Ministro Gilmar Mendes para a revogação da obrigatoriedade do diploma são infundadas, ainda mais ditas nos tempos de hoje, com internet, orkut, blogs, microblogs onde qualquer um, pode dizer qualquer coisa, a qualquer hora, basta ter um computador, então por quê essas pessoas procurariam trabalhar em veículos de comunicação? O diploma têm a única função de proteção de uma classe trabalhista.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Stress

Correria, o cotidiano da sociedade moderna é formado por essas palavras.
Podem reparar, quando você pergunta a alguém como está a vida, a resposta é sempre a mesma "Uma correria".

Ontem conversando com meu amigo comentei, até dezembro de 2010, quando me perguntarem o que ando fazendo minha resposta será "Faculdade e estágio, e saindo pouco por que não sobra tempo", esse é o retrato do meu cotidiano.

Por isso a falta de atualizações por aqui, algumas novidades, estou fazendo um freela em uma revista segmentada na área de executivos financeiros, bem interessante, e próxima semana, provas e mais provas.

Depois disso creio que conseguirei postar um texto decente e interessante aos que por aquim passam.

No mais, participando de alguns projetos, criando alguns textos e estudando a escola de chicago. Jornal Cidadão finalmente indo para o forno, e assim que tivermos a publicação prontinha, posto por aqui. Textos muito bons, o jornal foi todo feito com a pauta dos Excluídos, e a do meu grupo tratou da exclusão pela palavra. História interessantes.

Até o fim de semana, posto algumas idéias.
No mais, desculpem o sumiço.

Até Logo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jornalismo didático?

Adaptar-se aos diversos tipos de mídia existentes, e ser aberto ás que ainda virão. Com tantas formas de escrever, como o jornalista vai conseguir identificar e alinhar-se ao modo certo de cada mídia. A TV, o rádio, a revista, blogs, microblogs, infográficos.

Você blogueiro, acredita ser um jornalista didático. Neste universo em que frequentamos, que buscamos informações e entreterimento, nós estamos respeitando preceitos jornalísticos? Como o lidi, ou as leis do discurso. Qual a relevância do seu blog? Você consegue definir o seu público alvo, ou seus textos são escritos ao léu, sem qualquer relevância.

Suas informações respeitam a lei da sinceridade? Qual a confiança que seu texto passa para seus leitores, e como nós podemos mensurar o alcance e aceitação do nosso público?
Faltam ainda pesquisas que completem informações sobre blogueiros, e sobre os leitores dos blogs. Li sobre o livro do escritor britânico Andrew Kenn, que escreveu o livro "The cult of the amateur: How today´s internet is killing our culture".

Pelo que vi a respeito, parece que ele defende a tese, de quem a web 2.0 está deflagrando nossa cultura, que com a facilidade em se publicar informação, nãoe pode ter mais confiabilidade no que se lê.
Então, como é que que nós blogueiros, distinguimos esse mar de informações diversas? Como vamos passar confiabilidade para nossos leitores?
Essas questões devem ser abrangidas entre os participantes dessa revolução, pois qualquer generalização da falta de confiança na web 2.0 atinge á todos nós, que tentamos passar uma informação diferente, para um público, que muitas vezes não tem tempo de ler ou assistir a diversos jornais.

E ai, o quê vamos fazer?

sábado, 11 de abril de 2009

30º Prêmio Vladimir Herzog

Depois de muito, muito tempo, eu finalmente consegui uma cópia do DVD com a gravação do programa especial gravado no 30º prêmio Vladimir Herzog. Dia 27/10/2008.

Graças a Prof. Ms. Regina Tavares, coloco a disposição de vocês uma parte do programa que foi ao ar pelo canal universitário, pela extinta (ainda sem explicações do motivo), TV UNICSUL.

Eu editei o vídeo mostrando somente as cabeças, uma entrevista com Heródoto Barbeiro, e minha entrevista com André Deak. Mas verei se consigo autorização para divulgar todo o programa, e se consigo uma forma de fazer isso, já que quase não consigo publicar esse vídeo editado por causa do tamanho. Se souberem como consigo fazer isso, por favor postem comentários. Por que eu tive uma briga para conseguir essa façanha.

E já me decidi, como até hoje não consegui fazer um podcast para este blog, minhas entrevistas com Caco Barcelos, Heródoto Barbeiro e Carlos Dorneles, as quais tenho apenas o aúdio, serão postadas aqui como um vídeo feito no Movie Maker. Só preciso de um pouco de tempo e descanço para fazer isso.

Essa entrevista começou a ser elaborada no
Laboratório da faculdade, onde preparavámos a pauta para a aula de TREP (Técnicas de Reportagem), tínhamos um entrevistado, vencedor de alguma categoria da edição de 2008 do prêmio. Escolhi o Deak depois de assistir ao documentário Nação Palmares, trabalho que lhe rendeu o prêmio na categoria internet. A discussão abordou o tema da luta pela liberdade dos negros. A forma como o tema foi mostrado, com interatividade, interessante e muito inteligente, mostrou um jeito diferente de fazer jornalismo. Por isso a minha escolha.Equipe do

Depois disso comecei a acompanhar a carreira do Deak, da forma que consigo, umas olhadelas aqui e ali. E o vejo como grande jornalista multimídia. Vide os trabalhos dele, alguns dos quais disponíveis no blog ANDRÉ DEAK.

Sintam-se á vontade para tecer comentários sobre minha atuação, sobre as gaguejadas e perguntas feitas.

Um Abraço!



terça-feira, 24 de março de 2009

Twitter. O quê? Por quê? Como?

Não existe mais público e privado, e como cantou Anitelli "o tudo é uma coisa só".
Sempre quando se pensa que nada mais poderá acontecer, vêm algo e mostra o quanto estamos errados.

Caros blogueiros, quem ai usa o twitter?
Quem se arrisca a dizer qual a verdadeira grandeza dessa ferramenta?

Quando comecei a usar essa nova rede social, que virou febre mundial, me perguntei afinal para que servia aquilo.

Não sou, pelo menos por enquanto, nenhuma viciada no twitter. Tenho 16 seguidores, e sigo apenas 20 pessoas.

Na maioria amigos, ou gente interessante que tem o que dizer. O legal da novidade é a instantaneidade, você têm 140 caracteres pra dizer o que pensa. Já marquei bar com minhas amigas, já descobri materiais sobre comunicação interessantes e também já falei muita bobagem naquele espaço que parece terra de ninguém.

Diferente do orkut ou do msn, qualquer um pode te seguir, e não é preciso pedir autorização. Também não existem cadeados para que ninguém indesejável, veja o que você postou. É uma invasão autorizada.

No todo o twitter é legal, mas vejo mais sentido no seu uso principal, ou que deveria ser, pelo celular. Era assim que seus criadores, Jack Dorsey, Biz Stone e Eva Willians, imaginavam o serviço. A popularização da ferramenta na internet foi um acidente.

Hoje o twitter tem 6 milhões de usuários, no Brasil eles são na maioria, jovens na média dos 31 anos, profissionais de comunicação e tecnologia. Apesar da popularidade do serviço ele ainda não gera nenhum lucro para seus criadores, e eles confessam não saber como fazer isso.

Abaixo lista dos meus twitteiros favoritos.

André Deak - Jornalista
Beth Saad - Professora do Curso de Mestrado da USP de Ciências da Comunicação
Marcelo Tas - Jornalista
Rafinha Bastos - Humorista
Uma dica aos estudantes de jornalismo de São Paulo.

A Oboré abriu inscrições para o Projeto Repórter do Futuro, indico á todos que se interessarem em discutir o tem Amazônia, já tive oportunidade de participar do projeto Repórter do Futuro, em uma configuração diferente da atual, mas vale a pena.

Atenção inscrições somente até dia 27 de março. Acesse aqui.

Fonte: Revista Época, ed. 15 de março de 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

A Crise e suas surpresas

Um mês longe.

E apesar da enorme saudade e vontade de escrever os acontecimentos me impediram, claro que não preciso entrar em detalhes e nem o pretendo fazer. Mas justifico minha ausência aqui, sobre um trauma irreparável da perda de queridos e amados amigos.

Diante dessa perda por um tempo fiquei desnorteada sobre o futuro e sobre e pra que nos preparamos, se não sabemos ao certo quanto tempo aqui ficaremos. Agora percebi que nunca vamos conseguir responder esta pergunta, portanto temos que viver nossas vidas da melhor maneira, e apesar de toda a tristeza devemos continuar fazendo o que gostamos. Portanto, voltei (de novo).

Agora pensando em pessoas que se foram, as vezes achamos que alguém sumiu para sempre, e derrepente eis que ele está ai pra todo mundo ver. Nosso nem tão excelentíssimo ex-presidente Fernando Collor de Mello volta a cena política, e a boca do povo.

Abaixo um entrevista que fiz hoje com 3 alunas do curso de Comércio Exterior da Unicsul, exercício desenvolvido na aula de redação. Fiquem á vontade para comentar.

Do outro lado da crise

Eliane, Patrícia e Cristiane, estudantes do 5º semestre de administração com ênfase em comércio exterior, revelam estar satisfeitas com a escolha do curso.
Patrícia, 20 conta que escolheu administração por que já trabalhava na área, enquanto Cristiane, 20 e Eliane, 20 têm visão de crescimento profissional.
As três amigas estavam na biblioteca na faculdade desenvolvendo um trabalho sobre a importação na china.

Conversamos sobre a crise e as meninas revelaram que os alunos do curso têm grande admiração e o que agradecer ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que renunciou ao cargo em 29 de dezembro de 1992, na tentativa de evitar o processo de impeachment por acusações de corrupção.

Enquanto a maioria dos brasileiros lembra-se de Collor pela corrupção, pelo bloqueio das cadernetas de poupança “o famoso plano Collor”, as estudantes contam que tanto os colegas de classe como sua professora comentam as boas atuações do ex-presidente. Como por exemplo, a abertura do mercado brasileiro para as exportações, “É claro que o Collor fez muita coisa ruim, mas ele também fez coisas boas estimulando a economia brasileira com o mercado exterior, graças a ele existe a nossa profissão”.

Patrícia diz que seria capaz de votar em Collor para presidente, mas analisaria suas outras propostas, “não tenho medo do Collor, tenho medo é do povo que elege os políticos que estão no poder”.

Eliane que ainda não trabalha na área conta a dificuldade em conseguir um estágio, e diz que quer abrir sua própria empresa de importação e exportação quando terminar a faculdade, as colegas concordam com a proposta de ter seu próprio negócio.

É preciso ter empreendedorismo para poder crescer, enquanto as pessoas têm medo da crise, vai se sair melhor quem tiver coragem de investir.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Reflexões

"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte".(Gabriel Gárcia Márquez)

Inicio de semestre, inúmeras novidades, muitas delas nem tão boas como gostaria. Como comentei aqui no último post, a Universidade Cruzeiro do Sul fechou a TV Universitária demitindo todos os seus colaboradores.

No fim de dezembro eles receberam a fatídica notícia,sem maiores explicações foram dispensados. Porém nós alunos, que usufluíamos da estrutura da TV, que existia há 12 anos, não recebemos qualquer comunicado ou explicação para o fato. Particularmente eu fiquei sabendo no 1º dia de aula, por meio de amigos que estudavam no campus onde se concentrava os estúdios da TV e ou que trabalhavam na própria.

Fico imaginando, de que forma os alunos de jornalismo vão fazer jus ao slogan da faculdade "Aprender na Prática", como praticar sem ter onde e como expor nossos trabalhos. E o que vai acontecer com o conceito do nosso curso quando o MEC, for avaliar o curso?

A instituição, não demonstra nenhum respeito para com seus alunos, ao não se pronunciar a respeito do fechamento do núcleo de TV.

E pra fechar, comenta-se que os alunos de comunicação social do 1º ano, não terão aulas de português presenciais. No ano em que o acordo da reforma ortográfica entra em vigor, os futuros jornalistas, publicitários, relações públicas e radialistas irão aprender português pela internet.

O que mais pode acontecer? Dá até medo de imaginar.

Agora aos alunos indignados com as atitudes da instituição, vamos reagir e cobrar explicações.
E mesmo com todos os problemas que enfrentamos, seguir em frente é necessário, tomar atitudes para transformar o que não nos convém.

Por isso a citação de Márquez no início, acredito piamente que ser jornalista é isso. Amar o oficio e trabalhar até o fim.

Depois desse desabafo, espero no fim de semana conseguir abordar uma discussão sobre a relação entre jornalismo e blog.

Até Sabádo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

We are back!

Primeiro, um milhão de desculpas pela ausência.
Amigos blogueiros, houve uma tentativa de suícidio do meu monitor e estou provisoriamente sem computador, então venho aqui hoje apenas para contar algumas novidades.

A faculdade voltou, mas decepcionando, a Unicsul desativou as atividades da Tv Universitária, com certeza uma das maiores conquistas do núcleo de comunicação social.
Diminui aulas, e diversos outros problemas que irei postar aqui logo.

E eu, estou atarefadissíma, como nova clipadora da agência de comunica Mapa, em São Paulo.
Vim apenas reavivar este blog, e sexta o monitor volta da U.T.I, e poderei me alongar nesses papos.

Até sexta!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mande todos para o Brasil!

Quem nunca ouviu aquela famosa piada sobre as maravilhas do Brasil, e depois Deus se justificando, "É por que você não viu o povinho que eu coloquei lá". Bom se isto era somente uma piada injusta, o nosso digníssimo Presidente Lula, está trabalhando arduamente para fazer jus a nossa fama.

Hoje saiu em diversos jornais, declarações do Presidente Lula, apoiando a decisão do Ministro da Justiça Tarso Genro sobre a concessão de status de asilo político ao terrorista italiano, Cesare Battisti.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, e ao pedir sua extradição ao governo Brasileiro, a justiça concedeu o asilo político. Com esta decisão se discute as relações diplomáticas entre os dois países, e segundo o Presidente Lula, ele não acredita que um simples refugiado iria estremecer as relações tão fortes e antigas entre os dois países.

O Presidente disse ainda, que a decisão está tomada, e que deve prevalecer a soberania do Brasil, a Itália pode não gostar, mas terá que aceitar. "Somos um país generoso", foram suas palavras.

E eu me pergunto, generoso demais, todo este caso falando de generosidade e de soberania, me lembrou da ocasião em que o Presidente não se pronunciou sobre a estatização das duas refinarias da Petrobras na Bolívia. A empresa brasileira havia investido cerca de US$30 milhões nas refinarias de cocha bamba e santa cruz de La sierra, na época da compra em 1999 o Brasil pagou R$104 milhões e a proposta da Bolívia seria de venda por R$112 mi.

O governo Lula tem se mostrado muito bom, para os outros.
E pouco satisfatório para o Brasil, suas atitudes mostram despreparo diplomático. No caso Battisti ele tenta demonstrar uma força que não tem, indo contra uma decisão da justiça italiana. Talvez em outro país o pedido de extradição já teria sido cumprido, mas as coisas mais inacreditáveis acontecem aqui.
É como a terra do nunca, e o Brasil é Peter pan, uma eterna criança que insiste em não crescer.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Como ser jornalista?

Nos últimos dias tenho tido um grave problema de inspiração, e não é por falta do que falar tenho lido bastante, assisti a diversos filmes que há tempos procurava e enfim consegui encontrá-los, tenho discutido diversas coisas com os colegas. Mas então o porquê da minha falta de inspiração veio à tona.

Como estudante do 3º ano eu me sinto frustrada por não trabalhar na área. Andei pesquisando, buscando informações, entrando em contato com pessoas, mas nada parece resolver este meu problema.

Olhando algumas coisas, encontrei uma reportagem interessante sobre uma campanha que as escolas de jornalismo do Chile têm realizado, chamada NO SEAS UM PERIODISTA FRUSTRADO (não seja um jornalista frustrado). Segundo a pesquisa após dois anos de formado um em cada cinco jornalistas do Chile estavam desempregados, e que entre os 80% dos que estavam trabalhando 44% não atuavam como jornalistas.

E apesar das estatísticas não mostrarem números brasileiros, elas são assustadoras. Algumas discussões que tenho visto fazem comentários sobre as vagas após a formação, e claro isto está cada dia mais difícil. Pois o curso de jornalismo têm sido cada vez mais procurado, porém as vagas nas empresas de comunicação não crescem na mesma proporção. Mas e o que falar sobre as vagas de estágio, todos ressaltam a grande importância de ter no currículo um estágio antes do término da faculdade, e como isso pode ajudar a conseguir uma colocação no mercado, mas o que tenho presenciado é uma limitada quantidade de vagas para estudantes de jornalismo. Isso quando não somos encaminhados para processos seletivos que nada tem haver com as atividades de um jornalista.

Desta forma, acredito que a recém criada "lei do estágio", poderia ter feito melhorias muito mais pertinentes do que as que realizou.

Mas pensando no que podemos fazer para aumentar nossas chances, diante de processos seletivos cada vez mais concorridos, segue abaixo a lista de Greg Linch, estudante de jornalismo da Universidade de Miami. Continuando com a proposta do nosso blog de compartilhar informação, cultura e o que acharmos interessante.

1. Use bastante a Internet (e tudo de bom que ela pode oferecer).
2. Leia blogs sobre jornalismo online (encontrou um legal, compartilhe com os amigos. E na maioria dos blogs o guia de links é um baú do tesouro).
3. Comece um blog (Faça você mesmo. É um belo começo de portfólio).
4. Aprenda a contar histórias de mais de uma forma.
5. Sites importantes: entre para o LinkedIn (substituto brasileiro: Via 6) e adicione o Poynter aos seus favoritos (substituto brasileiro: Observatório da Imprensa? Jornalistas da Web? Comunique-se?)
6. Você tem experiência? Trabalhe nos veículos de sua universidade, e procure por experiências fora da faculdade (também conhecido como: estágio).
7. Utilize os recursos da universidade: converse com alunos mais antigos, e conheça seus professores.
8. Networking: faça contatos sempre.
9. Conheça o mercado (Pesquise oquê está acontecendo).
10. Esteja aberto a mudanças (Seja criativo e busque alternativas para driblar os problemas).

E começamos 2009, mais um ano inteiro, cheio de surpresas e batalhas, a faculdade é só mais uma.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

VICKY CRISTINA BARCELONA

Dois de Janeiro Estou no trabalho, sem nada pra fazer, então coloquei a trilha sonora do filme VICKY CRISTINA BARCELONA pra escutar.

Esta trilha é tão encantadora quanto o filme. Dirigido por Woody Allen a trama conta a história de duas amigas, Vicky (Rebbeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) vão passar o verão em Barcelona, mas cada uma delas busca por coisas diferentes.

Vicky é uma jovem centrada, prática, prestes a se casar com um jovem com uma promissora carreira de negócios. Cristina é uma garota que busca muito da vida, mas não sabe exatamente o que.

Como uma marca do diretor Woody Allen, o filme mostra encontros e desencontros, como o acaso pode transformar a vida das pessoas, e que como ás vezes fugimos do que nos espera, fugimos do que somos, nos anulando em prol de coisas menores que nossos desejos.


O encontro das duas jovens com o extravagante artista Juan Antonio (Javier Bardem), um conquistador com seus loucos desejos. Deste encontro nasce em Vicky a dúvida sobre seu casamento, a paixão por Juan Antonio a faz perceber como deixou sua vida passar, sem que ela a tivesse vivido plenamente, mas mesmo tendo percebido isto ela não toma nenhuma atitude e continua se deixando levar para um casamento que não quer, mas não consegue dizer não.
Enquanto isso Cristina é uma linda jovem, que simplesmente se deixa levar pela paixão, pelo desejo. Nua de pudores mundanos ela se envolve com Juan Antonio, e algum tempo depois aparece sua ex-mulher Maria Elena (Penélope Cruz).
Juntos os três formam um triângulo amoroso, e quando tudo parece bem Cristina começa a sentir a inquietação dos insatisfeitos.

A jovem não sabe o que quer, mas sabe bem o que não quer, e aquele relacionamento já não a preenche, portanto decide ir embora.

A história mostra a eterna busca do ser humano pela felicidade, mas pelo lado obscuro, que é a decepção de não encontra - lá, aquela horrível sensação de vazio e insatisfação.


A beleza do filme, está em incríveis locações, na grande atuação do elenco e na genialidade do roteiro e direção de Woody Allen. E uma trilha sonora inspiradora, a poesia dos violões espanhóis, que construíram este texto.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Todos os anos passamos por situações, fatos que fazem história no Brasil ou no Mundo. E já se tornou rotina ao final de cada ano as famosas retrospectivas que nos relembram acontecimentos que muitas vezes parecem ter ocorrido a muito menos tempo do que imaginamos. Tudo isso porque nossa vida não para, talvez por isso, quanto mais velhos ficamos, mais rápido os anos passam.

E para fechar o ano deste blog, decidi também fazer uma retrospectiva, dos fatos mais importantes, na nossa visão, que merecem ser lembrados no finzinho deste ano. Ou por serem relevantes, ou pra realmente não serem esquecidos e os mesmos erros cometidos novamente.

JANEIRO

Foi um mês trágico para o ator Heath Ledger (28), que foi encontrado sem vida em seu apartamento em Nova York.
Segundo Médicos, a causa da morte foi uma overdose acidental de remédios. Ledger teve sua consagração na carreira interpretando o personagem Coringa do filme Batman - o Cavaleiro das Trevas, filme lançado após sua morte.
Recentemente Ledger foi indicado ao Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante, e se fala em uma indicação póstuma ao Oscar, com grandes chances de vencer.


ABRIL

O reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholland, decide se afastar do cargo, após ser acusado de utilizar recurso da Universidade para decorar seu apartamento de luxo.
Segundo acusações foram gastos R$470 mil na decoração do apartamento, dinheiro da Finatec (Fundação de empreendimentos científicos e tecnológicos).
Provavelmente o reitor deve ter achado bem melhor para os estudantes da Universidade que comandava que estes recursos fossem gastos para seu bem estar, assim ele poderia trabalhar melhor.
Situação vergonhosa, e que abre a discussão de melhor fiscalização dos recursos das Universidades federais e estaduais, e de seus representantes.

AGOSTO

Olimpíadas de Pequim, aos que pensam que irei comentar o desempenho do Brasil nos jogos olímpicos de 2008, estão enganados. Vou fazer melhor que isso, vamos incentivar nossa federação a investir no esporte. Assim como fazem os americanos, pois é e foi graças a eles que conseguimos garantir uma de nossas medalhas de ouro, já que era em uma universidade dos Estados Unidos que treinava o nadador César Cielo. E foi nas piscinas americanas que surgiu o maior mito das Olimpíadas até hoje. O americano Michael Phelps, que conquistou 8 medalhas de ouro nos jogos de Pequim tornou-se o maior atleta olímpico da história, e somando as 6 medalhas de ouro conquistadas nos jogos de Atenas em 2004 ele conquistou o título de recordista olímpico de todos os tempos.
Com certeza o Brasil tem muito que aprender sobre investimento na área do esporte, e quais benefícios nosso país terá quando verdadeiramente se preocupar com nossos atletas.

DEZEMBRO

Na ciência a sonda espacial Cassini, indica que uma das luas de Saturno – Encélado pode ter água abaixo da sua superfície.
Isso foi constatado após a identificação de 4 jatos supersônicos de vapor d´agua dentro de 1 gêiser localizado no pólo sul do satélite.
Toda vez que se encontra possibilidade de haver água em outros planetas, vêm junto à especulação sobre vida fora da terra. E dessa vez não é diferente, uma sonda especial pode ser capaz de identificar se há vida em Encélado.
Mesmo com apenas 500 km de diâmetro e -200ºC, as pessoas continuam se perguntando se existirá vida extraterrestre?
Eu acho que seria bom que encontrássemos outros seres com inteligência no universo, quem sabe nós não conseguiríamos aprender sobre como preservar nosso planeta e fazer política de uma forma mais honesta e igualitária.


Esperamos que 2009 seja um ano de muitas realizações, em todas as áreas. Que nossos políticos sejam mais honestos e trabalhem mais pela população, a qual eles servem. Que a saúde e todos os outros males do povo sejam amenizados.
Que a paz reine, tanto no sentido das guerras, quanto no setor financeiro.
E que possamos continuar fazendo este trabalho com cada vez mais qualidade.

Estes são os votos da Equipe Descontraindo aos seus leitores!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Encontro com Caco Barcelos

Era noite do 30º prêmio Vladimir Herzog de jornalismo, entre tantas pessoas importantes na luta dos direitos humanos, jornalistas conscientes do seu papel social para com a população, havia uma figura que sem sombra de dúvidas encantava os estudantes ali presentes.

À noite para ele foi especial com certeza, Caco Barcelos foi um dos cinco jornalistas escolhidos para receber o prêmio especial de direitos humanos oferecido pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Ao final do prêmio a maioria dos meus colegas já haviam conseguido suas entrevistas e discutiam eufóricos aquela experiência, quando me vi de frente com ele, um dos grandes jornalistas brasileiros.

Em meio ao nervosismo daquele encontro, encarei-o e fiz a pergunta que mais dominava meus pensamentos naqueles dias.
Como estudante de jornalismo, preocupo-me com a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma universitário, então resolvi saber a opinião do Caco.

Gentilmente, Caco mostrou sua visão sobre o assunto. E como acontece em muitos casos comentou sobre colegas que não são formados, mas segundo ele, praticam um jornalismo brilhante, e demonstrou também sua preocupação que a ausência do diploma possa favorecer o mau empresário de jornalismo, diminuindo assim a qualidade da informação.

Após saciar minha curiosidade sobre um tema constantemente discutido entre jornalistas e estudantes nos últimos tempos, ingressei no assunto da noite, e ao perguntar sobre os avanços da luta pelos direitos humanos no Brasil Caco constatou o seguinte: "Têm muito pra trabalhar. Eu acho que as histórias de hoje são mais graves, muito mais graves, do que as histórias do passado, por exemplo", continuando Caco relembra o discurso feito ao receber o prêmio especial da ONU, "Em número, por exemplo, a coisa da execução extrajudicial, só em 1 ano, o BOPE lá e o pessoal da PM, matou 1.350 (mil trezentos e cinquenta), na ditadura inteira no Brasil, durante 24 anos matou 400 (quatrocentos). Isso significa 3 meses de ação da PM do Rio", e acrescenta, "Só pra ter idéia da dimensão do desafio que agente têm pela frente, pelo menos aqueles que estão preocupados com o valor da vida e dos direitos humanos".

Ao fim da entrevista Caco ainda fala sobre o que o mercado espera dos jovens estudantes de Jornalismo, "Eu espero que vocês cheguem no mercado, e sejam aliados , nesse papel, que é cumprir com um papel social, que venham rápido pro mercado que agente precisa de apoio, pra contar as histórias ai do país mais distante".

Além das declarações deste grande jornalista ainda pude contar com algumas surpresas, como o elogio do Senador Eduardo Suplicy aos alunos da Unicsul, incentivando nosso trabalho de aprender em campo. E da jornalista Adriana Araújo da Rede Record, desejando boa sorte para mim, que como ela teve como primeiro entrevistado Caco Barcelos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

30º Prêmio Vladimir Herzog


Pessoal, acabei de chegar do Prêmio Vladimir Herzog.


E estou aqui na verdade só pra dar uma prévia do quem vêm ai pro blog. Ana, Lidi, Nath e eu fizemos diversas entrevistas, algumas para a TV UNICSUL, do canal Universitário.


Os vídeos assim que tivermos disponíveis vamos postar aqui. Mas também tiveram entrevistas gravadas.


Bom vamos a prévia não é. Os entrevistados das meninas eu ainda não tenho todos os nomes, mas seguem os meus: Caco Barcelos, Heródoto Barbeiro, André Deak e Carlos Dorneles.


Exceto o Heródoto, todos os demais são ganhadores em alguma categoria do Prêmio Vladimir Herzog.


Portanto ainda esta semana devemos ter algumas das entrevistas e também fotos.


Até logo!

sábado, 25 de outubro de 2008

Sentido Inverso


O sentimento contrário.

Quais serão as emoções, reflexões e o que irá despertar em cada, óbvio, é um sentimento particular.

Mais do que romantismo, ele promove o pensamento individual, é egoísmo pensar em você mesmo, e sem se preocupar com o que os outros irão dizer?

Sem prender-se a rótulos, sem machuquar-se para poupar.

Há quanto tempo você não tem um encontro intimo, consigo mesmo?

A solidão pode ser reveladora. Mas não precisa ser eterno, como o Marinheiro do poema FARÓIS por Acácio Brindo.

A névoa, o farol, toda a tristeza que o mar pode causar em um homem, e toda a felicidade da volta.

Ser você, sem porque, sem explicações esdrúxulas, faz você descobrir a sua essência. Do que cada um de nós somos feitos?

De amores como AS CORES DA COR, "onde meu olhos são chagas abertas por onde tu sangras.", ou talvez sejamos feitos das dúvidas, da eterna necessidade de aceitação do outro, "dar-me-ia a honra de escrever em meus contos, de sussurrar ao vento, De enxugar as lágrimas que estou a derramar?".

Pois hora, a honra é toda sua, seus desejos, seus anseios, por quanto tempo ainda irá se dedicar ao outro e esquecer-se de ti?

O sentimento inverso permite-se doar a si mesmo, o quê há tanto suplica ao outro, que possa fazer por ele.

Pedindo há alguém para que você o faça feliz.

E continua a pergunta, você já se fez feliz hoje?

Ou você sente muito mais que "o rio de minha vida desafia a gravidade, corre para trás".

Posso, aqui, fazê-lo parece um livro de auto-ajuda, mas SENTIDO INVERSO - ANTOLOGIA DE POEMAS reúne o melhor de 95 autores.
FUGA
Rosa Maria Martinelli

Às vezes sou uma desordem sem portas,
Não tenho por onde fugir de mim,
Outras vezes sou somente portas,
E nem sei se devo procurar o fim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Exploração da mídia.


Mais uma madrugada pensante, se não fosse o ócio diurno, este seria um estilo de vida facilmente adotado por mim.

Hoje tentei em vão começar um podcast neste blog.

Isto porque o primeiro arquivo de áudio que eu gostaria de postar é o programa de rádio do semestre passado, tantas vezes prometi de posta-lo aqui, e hoje finalmente aprendi a fazer isto, passei um bom tempo lendo tutoriais e quando encontrei um site para hospedar o arquivo descobri que ele é muito grande, e amanhã deve levar um dia inteiro para fazer o upload.

Depois disso parei para ler o jornal do dia, e ver uns sites, e então me deparei com uma matéria sobre a noticia antecipada que a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes passou para a imprensa, a de que Eloá Cristina (15), refém por quatro dias do namorado em seu próprio apartamento junto com a amiga Nayara (15).

O caso das adolescentes, claro é muito comovente, mas há algum tempo tenho discutido com minhas colegas, colaboradoras desse mesmo blog, sobre a exploração da mídia sobre casos de comoção pública.

Eu cheguei até a elogiar a Rede Globo, que para mim estava tratando o assunto com respeito e na medida certa.

Isso até ter passado a invasão e as meninas serem internadas, depois disso criou-se, como outras emissoras já vinham fazendo desde o início do caso, uma grande novela, onde se expõem depoimentos de parentes e amigos de ambas as partes.

E tudo isso para que exatamente?

Infelizmente o sequestro já aconteceu, e já terminou de forma trágica, que acredito ninguém desejou que acontecesse.

Agora os meios de comunicação não deveriam se preocupar em cobrir apenas as resoluções do caso?

Se o rapaz, Lindemberg (22), era um bom rapaz, infelizmente não fará mais diferença, pois a tragédia já aconteceu.

Então por que a imprensa está explorando exaustivamente o caso?

De que forma isto poderá ajudar as autoridades a tomarem qualquer decisão?

A imprensa brasileira precisa rever conceitos, ou o objetivo de informar com qualidade poderá não ser totalmente alcançado, visto que se dá muita importância para um único caso, quando centenas de outros fatos importantes acontecem pelo país.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fotojornalismo


A fotográfia é a arte de escrever com a luz.

Admiro a fotográfia, por transmitir com imagens, aquilo que tento, ás vezes inutilmente, imprimir em meus textos.
Então segue uma foto, que sinceramente, achei muito bonita.
Fez parte de um trabalho realizado no Pq. do Ibirapuera, no 1º semestre desse ano, e teve como objetivo tentar ajudar esses pobres estudantes de jornalismo a se familiarizar.
E como tudo têm um 1º passo, não pense que a faculdade liberou maravilhosas digitais de última geração.
Câmeras analógicas, isso sim, mas pra falar a verdade me apaixonei pelo oficio.
Espero que gostem, postando isso pra tentar dá uma levantada na criatividade, afinal de contas agora vou finalmente fazer a resenha do livro do meu colega Acácio Brindo.
Algo de útil tinha que sair nessas horas gastas na internet.
Depois que a Pofessora Cecília editar o texto, e tiver 100% posto aqui.
Beijos!!!